O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou este domingo a “morte precoce” do editor e fundador da Bedeteca de Lisboa João Paulo Cotrim, considerando-o “uma daquelas figuras sem as quais nenhuma cultura saudável vive”.

Era uma daquelas figuras sem as quais nenhuma cultura saudável vive: o fazedor talentoso que cuida da sua obra, mas promove sobretudo a dos outros”, referiu o chefe de Estado português numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a “morte precoce” de João Paulo Cotrim é uma “notícia triste para a cultura portuguesa”, bem como “para as artes das quais foi durante décadas um ativíssimo criativo e um incansável dinamizador”.

Homem de muitos ofícios, escreveu livros para a infância, em colaboração com alguns dos mais talentosos desenhadores jovens, como João Fazenda ou André Letria, foi guionista, ficcionista, poeta, jornalista, cronista e ensaísta, além de biógrafo de Stuart Carvalhais e Rafael Bordalo Pinheiro, linhagem da qual descendia”, sublinhou.

“Três dos projetos da sua vida foram a Bedeteca de Lisboa, de que foi o primeiro diretor, o Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada e a editora Abysmo. Em todos eles, e em muitos outros, congregou vontades, homenageou os mestres, incentivou os novos, aproximou gerações, exercitou a imaginação e o humor”, realçou Marcelo Rebelo de Sousa, endereçando “sentidos pêsames” à família.

João Paulo Cotrim morreu este domingo em Lisboa, aos 56 anos, vítima de doença, disseram à agência Lusa fontes próximas da família.

João Paulo Cotrim dirigiu a Bedeteca de Lisboa desde a sua abertura, em 1996, e até 2002. Durante este período organizou várias iniciativas e exposições.

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