O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou hoje o envio nos próximos dias de uma missão internacional liderada por aquela organização para a China, país onde surgiu o novo coronavírus.

O etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus avançou ter hoje recebido uma resposta positiva por parte de Pequim sobre o destacamento da missão.

O diretor-geral da OMS indicou que o líder da equipa vai partir para o território chinês entre segunda e terça-feira e que os restantes especialistas seguirão nos próximos dias.

Questionado se membros do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos irão integrar a missão, o responsável da OMS respondeu apenas: “Esperamos que sim".

Tedros Adhanom Ghebreyesus escusou-se avançar o nome do líder da missão ou dos restantes elementos e não forneceu mais detalhes sobre o trabalho que será desenvolvido pelos especialistas em território chinês.

“A OMS irá divulgar tudo assim que estivermos prontos”, concluiu.

O novo coronavírus (2019-nCoV), que pode provocar doenças respiratórias potencialmente graves como a pneumonia, foi detetado pela primeira vez no final do ano em Wuhan, na província de Hubei (centro da China).

Desde então, e a par do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, foram confirmados outros casos de infeção do novo coronavírus em mais de 20 países.

Os últimos dados das autoridades chinesas confirmam pelo menos 722 mortos, a grande maioria na província de Hubei, e mais de 34 mil infetados em território chinês.

Em termos globais, o número de infetados supera os 34.800 casos.

A OMS declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Na passada quarta-feira, a organização das Nações Unidas apelou à criação de um fundo de 675 milhões de dólares (613 milhões de euros) para combater o surto do novo coronavírus nos próximos três meses.

Estamos a pedir 675 milhões de dólares para financiar o plano para nos próximos três meses, dos quais 60 milhões destinam-se a financiar as operações da OMS e o restante é para países que estão particularmente em risco", apelou, na altura, Tedros Adhanom Gebreyesus, em conferência de imprensa.