Maria João Avillez analisou esta quarta-feira, na rubrica “Direita ao Assunto”, na TVI24, o discurso do Presidente da República nas comemorações do 25 de Abril e a controvérsia em torno da 3ª convenção do Movimento Europa e Liberdade, que vai contar com a presença do líder do Chega, André Ventura.

Na opinião da comentadora, as qualidades do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa estão no facto do Presidente ter falado “daquilo que viveu”, sendo capaz de captar um “ângulo”, que nem Mário Soares, nem Jorge Sampaio foram capazes de captar.

Marcelo apareceu com uma dupla riqueza: a experiência do antes, a experiência da transição e o 25 de abril. Com isto ele quis ir ao encontro de Portugal todo, incluindo aquele Portugal que foi um bocadinho esquecido”, considerou.

Maria João Avillez refere ainda que o país necessitava ouvir “um discurso como este”, que reconhece os erros do antigo regime, mas que não é isso “que o leva a ter vergonha do império” ou a não o assumir. A comentadora aproveitou ainda para criticar aqueles que têm vergonha do passado do país e que, por isso, “rescrevem a história com falsidades”.

Outro dos temas trazidos pela antiga jornalista foi o facto de André Ventura ter sido um dos convidados para a terceira convenção do Movimento Europa e Liberdade e esse convite ter sido suficiente para causar polémica. Para Maria João, já chega de falar… do Chega.

A comentador teceu ainda duras críticas aos que, de forma permanente, “trituram e insultam” o Chega, porque precisam dele.

O Chega dá um arranjão à esquerda, principalmente ao PS. Mobiliza a esquerda e traz, em qualquer conversa, o fantasma do fascismo 47 anos depois. A esquerda precisa de fazer de Ventura um grande inimigo porque fica mobilizada e, entretanto, vai apertando os nós ao que se pode pensar e do que se pode dizer”, referiu.

Esta “diabolização” é, no seu entender, excessiva e dá mais votos ao Chega do que as pessoas que convidaram o líder do partido para estar presente na convenção. Maria João Avillez terminou a sublinhar que cerca de 80% dos portugueses não escolheu, não se revê, nem vota nos valores da extrema-esquerda e do Partido Comunista.