Vivemos num mundo confuso e hostil. A nova geografia política a nível mundial, a incerteza quanto ao futuro, os desequilíbrios no mundo laboral, nomeadamente a ameaça do desemprego, o terrorismo e as suas múltiplas incidências e origens, o “eu“ e a relação do “eu“ com os outros lançam-nos numa crise de valores e princípios.

Vivemos num tempo de perguntas fortes e respostas fracas.

A volatilidade dos acontecimentos, associada a um sentimento de insatisfação generalizada, provoca angústias e problemas existenciais.

Jean-Paul Sartre desenhou como ninguém essa corrente filosófica que perdura até aos dias de hoje. “Nós e os outros“.

Mais do que nunca, há razões para recuperarmos num exercício de reflexão, os sete pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba.

Pensando atentamente sobre cada um dos “pecados“ podemos encontrar algumas das explicações para “as grandes questões do nosso tempo“ para recuperar o título de um livro do falecido historiador marxista Eric Hobsbawm. E num exercício de lucidez, talvez aprendamos a conhecermo-nos melhor, a nós e aos outros.