Numa análise ao conflito israelo-palestiniano, o comentador da TVI, Miguel Sousa Tavares, considerou que os acontecimentos aos quais temos assistido nos últimos dias, foram precipitados pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e explica porquê.

Sem entrar em teorias da conspiração, quase apostaria que os acontecimentos foram precipitados por vontade direta de Benjamin Netanyahu. Primeiro porque ele está num julgamento de corrupção cujo o prosseguimento tem vindo a conseguir adiar sucessivamente, depois porque ele não conseguiu formar o Governo - e o Governo alternativo que se iria projetar, pela primeira vez, talvez, ia integrar árabes e israelitas, que têm representação parlamentar - e finalmente porque toda esta questão começou por com uma sentença iminente do Supremo Tribunal que ia obrigar palestinianos que vivem há décadas em casas em Jerusalém Oriental a saírem para instalar colonos ultra ortodoxos judeus que Netanyahu apoia", disse o comentador no seu espaço do Jornal das 8, 'A meu ver'.

 

As circunstâncias convergiram e Netanyahu conseguiu a sua sobrevivência política nos tempos mais próximo", prossegiu.

 

No entanto, Miguel Sousa Tavares considerou que há situações que não foram garantidas.

O que ele não garantiu, antes pelo contrário, é a frágil sobrevivência de um sistema que, apesar de tudo, garantia a sobrevivência entre árabes-israelitas e e judeus-israelitas, que conseguiam conviver fora dos territórios da Cisjordânia e de Gaza. E isso está seriamente comprometido".

Os ataques sem fim à vista já fizeram 200 mortos, dos quais 58 eram crianças.

Lara Ferin