Miguel Sousa Tavares comentou o caso Tancos, no Jornal das 8, e criticou António Costa por não ter dito que Azeredo Lopes possa ter cometido um ato desleal.

Sousa Tavares afirmou também que o ex-ministro da Defesa apenas sabia que as armas iam ser devolvidas, não se podendo depreender que Lopes sabia como é que as armas iam ser recuperadas.

Miguel Sousa Tavares defende ainda que o essencial do caso Tancos é "o gravíssimo comportamento do Exército".

Sobre o processo de impeachment a Donald Trump, Sousa Tavares afirmou que não existe, teoricamente, uma hipótese de o mesmo ser bem sucedido porque seria preciso que 30 senadores republicanos mudassem de campo e votassem como os democratas.

No entanto, argumenta, o impeachment já não pode ser parado e isso é particularmente humilhante para um presidente em exercício de funções. 

A consequência do processo de impeachment já teve consequências na campanha eleitoral nos EUA: "Uma sondagem diz que uma grande maioria de americanos acha que o assunto é sério".

Para mostrar a seriedade do processo de impeachment, Miguel Sousa Tavares imaginou se o mesmo tivesse acontecido entre Portugal e São Tomé e Príncipe.

Numa entrevista com o ex-correspondente na China, António Caeiro, Miguel Sousa Tavares perguntou ao jornalista  se Xi Jinping irá respeitar o estatuto de Hong Kong, ao que Caeiro afirmou que a resposta depende do período de contestação.

Caeiro explicou que "estamos a falar do maior desafio jamais enfrentado pela liderança chinesa desde sempre". Declarando que acha que a China pode ter um sistema democrático: "penso que a ideia da democracia não é mais estrangeira do que o marxismo-leninismo".