Manuela Ferreira Leite comentou, no seu espaço às quintas-feiras na 21.ª hora, que o colapso da antiga estrada nacional 255 em Borba “era previsível e nada foi feito”.

Agora é que acordaram para as pedreiras?”, perguntou. "Investimento não é só comprar coisas novas, mas conservar o que existe", afirmou a ex-ministra das Finanças.

A comentadora acredita que há “poupanças que se pagam muito caro” e que, neste caso, “estamos a ver custo dos resultados orçamentais extraordinários”.

Temos que tomar decisão: queremos país a colapsar ou défice a cair?", questionou Manuela Ferreira Leite, antes de lançar o tema da descentralização de competências. Para a social-democrata, "os autarcas não podem aceitar responsabilidades sem dinheiro".

Quanto ao caso Silvano, a economista acredita que se trata de “uma campanha contra o presidente do PSD”.

Intriga-me o facto de só falarem em deputados do PSD", afirmou, sublinhando que "por algum motivo acordaram só para deputados do PSD".

Manuela Ferreira Leite diz que a Assembleia funciona de forma “esdrúxula” e que “coincidências só nos filmes”. “Não acredito em histórias da carochinha”, disse.

Não aceito tudo o que seja violar regras", disse sobre as falsas presenças de José Silvano no Parlamento.

A antiga ministra com a pasta das Finanças comentou ainda a greve dos juízes, que está a afetar processos.

Tenho dificuldade em aceitar greve de um órgão de soberania. Os juízes estão cheios de razão, mas não através da greve”, afirmou.

A comentadora da TVI destacou que a comparação entre a carreira de juízes e a de primeiro-ministro, no que diz respeito a salário, “é de repudiar”.

A ministra propôs subsídio de compensação. Compensação de quê? Poderia aceitar proposta de subsídio de compensação há 30 anos. Se juízes devem ganhar mais que ganhem. Se fosse juiz, sentia-me ofendida”, declarou Manuela Ferreira Leite, concluindo que "esta limitação dos juízes deve levar a uma alteração da lei".