Paulo Portas, este domingo, no espaço de comentário semanal no Jornal das 8, da TVI, abordou seis temáticas: a detenção e o processo judicial de Julian Assange; o novo adiamento do Brexit; a eleição de 
Netanyahu como primeiro-ministro de Israel; os 100 dias de Bolsonaro enquanto presidente do Brasil; as previsões de crescimento económico do FMI e por fim a revelação da primeira fotografia do buraco negro.

Relativamente à detenção do fundador do Wikileaks, o comentador da TVI questionou de Julian Assange era um "herói" ou um "vilão" e respondeu: "eu nunca achei que ele fosse um herói". Mas não fica por aqui, Portas foi mais longe e questionou "Por que é que roubar uma loja é um crime, e roubar documentos não é um crime e por vezes passa por ser uma proeza?"

Quanto ao Brexit, um dos temas que é já habitual na rubrica "Global" aos domingos, Paulo Portas disse que nos dias de hoje podemos concluir que "Brexit já não quer dizer Brexit" dado os consecutivos adiamentos da saída do Reino Unido da União Europeia. Tendo sido a última extensão, até ao dia 31 de outubro.

Metade dos ingleses, neste momento, acham, com alguma legitimidade para achar isso, que o seu voto foi ignorado, foi deitado ao lixo, e pior do que isso foi torcido". 

No campo das previsões de crescimento económico do Fundo Monetário Internacional (FMI), para Portugal e outros países, o comentador da TVI alertou para as "promessas utópicas", do actual Governo, que "não são financiáveis". Portas não considera a previsão do executivo, de 2,2%, sustentável e admite que este faça uma revisão em baixa para 1,8 ou 1,9%.

Nas notas finais, Paulo Portas falou sobre as várias equipas que estiveram nos bastidores da revelação da primeira fotografia do buraco negro. Seis grupos de cientistas, de vários cantos do mundo, que Paulo Portas fez questão de elogiar a sobriedade e a paciência. Mas deixou um recado, "nós não sabemos os nomes deles, mas sabemos o nome de muita gente inútil e disparatada, mas deles não sabemos"