Pedro Silva Pereira, Paulo Rangel e Fernando Rosas comentaram, no programa "Prova dos 9" desta sexta-feira, o dia decisivo do Brexit.

Pedro Silva Pereira descreveu a saída do Reino Unido da União Europeia como um momento "triste e lamentável".

É a primeira vez que um país sai da União. Eu creio que isto é um revés para a União Europeia que tem de analisar o que provocou esta decisão e encontrar uma resposta", disse, sublinhando que, ao longo destes três anos de negociação do acordo de saída , foi possível que a UE pudesse falar a uma só voz na mesa das negociações.

 

O comentador destacou ainda a forma exemplar como Barnier conduziu a discussão, afirmando que foi fundamental existir uma boa articulação com o Parlamento Europeu.

Fernando Rosas concordou com Pedro Silva Pereira, mas adiantou que não tem a certeza de que as forças políticas que gerem a União Europeia tirem os devidos ensinamentos para o futuro comunitário.

O comentador destacou que o eleitorado inglês manifestou duas vezes a sua vontade de querer sair da UE. "Nas eleições é muito difícil de defender que um voto por Boris Johnson não seja também um voto por um Brexit a tempo e a horas", disse.

 

Paulo Rangel rejeitou a tese de que a campanha do Brexit foi feita com base na recuperação da soberania.

Para o comentador, a questão da independência é posta em causa quando o Reino Unido aceitou a rede 5G, antes de União Europeia o ter feito.

Há uma questão simbólica, se assim for", disse.

Rangel descreveu este dia em que culmina o Brexit como "trágico", defendendo que o caso também vai afetar Portugal.

Portugal é um país atlântico e marítimo que também tinha no Reino Unido como seu porta-voz. Com esta mudança, vamos ter uma Europa mais franco-alemã, mais continental", defendeu.