No seu habitual espaço de comentário, Fernando Medina afirmou que o tema da realização do Congresso do PCP em tempos de estado de emergência é uma reedição daquilo que ocorreu antes da Festa do Avante! e serve apenas “para fazer combate político”.

O Congresso do PCP só tem sido introduzido para fazer combate político pelo PSD contra o Governo e diretamente contra o PCP”, afirmou.

O comentador sublinha que o quadro legal do estado de emergência, que atribui poderes extraordinários a um governo sob situação de crise, é expressamente claro sobre a impossibilidade de o Executivo criar obstáculos à realização de reuniões político-partidárias.

A suspensão do funcionamento de órgãos estatutários de partidos políticos, dificilmente se compreenderia na vigência de um estado democrático”, sublinha Fernando Medina.

Questionado sobre se a realização de um congresso mina a credibilidade do partido, num momento em que o número de infeções médio nos últimos 7 dias é seis vezes superior àquele vivido na primeira vaga, Medina afirma que isso “compete à avaliação do partido político”.

Agora”, diz, “acho que é pouco avisado e justo tentar repetir-se aquilo que aconteceu na Festa do Avante!”.

O comentador explica que reeditar a polémica que surgiu com a festa do Partido Comunista é, neste momento, “desaconselhável”, porque provoca umas saída do debate fundamental.

Esse mesmo debate levanta elogios à ação do Governo que, para Medina, seguiu os conselhos dos especialistas epidemiológicos. Agora, defende, a forma como as medidas forem cumpridas pelo Governo vai ter uma grande importância.

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