No habitual comentário de atualidade política de Manuela Ferreira Leite na TVI24, esta semana a comentadora destacou a greve dos alunos pelo clima, os passes sociais nas áreas metropolitanas e a transferência da gestão dos monumentos para as autarquias.

Manuela Ferreira Leite defende que a greve mundial pelo clima, a que Portugal se juntou, não assentou em ideais educativos.

A greve foi um exemplo deseducativo e a todos os títulos lastimável", sublinhou a social-democrata, defendo ainda que "tinha-se de dizer aos alunos que são atores do que se está a passar".

A ex-ministra destacou ainda que as "alterações climáticas passam pela alteração de muitos comportamentos" e que devia ser nesse sentido a manifestação dos jovens.

No que toca aos passes sociais, Manuela Ferreira Leite focou a falta de transportes públicos para oferecer às pessoas, sublinhando que não basta oferecer benefícios se não há meio de usufruir deles.

Passa a ser convidativo usar os transportes públicos, mas não os há. Primeiro, temos de dar transportes e, depois, incentivar as pessoas" a reduzir o transporte pessoal, sublinhou.

Outro dos temas em cima da mesa esta quarta-feira foi a transferência das competências de gestão de monumentos para as autarquias.

Sobre este tópico, Manuela Ferreira Leite considerou que "pode haver uma forma encapotada de subir impostos por via das autarquias".

Querem passar monumentos nacionais para autarquias sem enviar um cêntimo", disse.

No plano económico, a antiga ministra das Finanças fez uma ressalva:

O nível fiscal face às empresas não pode continuar, se queremos crescer”. O que já crescemos foi “porque estávamos muito cá em baixo".

Antes ainda de começar o comentário semanal, Manuela Ferreira Leite começou por demonstrar a sua solidariedade para com os moçambicanos face à tragédia por que o país está a passar.

Quase me custa falar de problemas para nós, face ao que se passa em Moçambique", afirmou.