No seu comentário semanal de atualidade política, na 21.ª Hora, Manuela Ferreira Leite destacou o Conselho Nacional do PSD, o Bloco de Esquerda e o PAN nas legislativas bem como a questão das golas antifumo e as incompatibilidades de negócio dos cargos políticos.

Para a antiga ministra das Finanças, o caso das golas antifumo distribuídas pela proteção civil mais parece campanha política.

No caso da oferta das golas, só lá falta o emblema do Partido Socialista”, sublinhou Manuela Ferreira Leite, que destacou todo o trabalho – e despesa – envolvidos nas golas, desde o tecido, aos símbolos e às restantes inscrições no produto.

Da questão das golas antifumo, que afinal não são inflamáveis, que levaram à demissão do adjunto do secretário de Estado, a social-democrata defende que não podem recair sobre o demissionário as responsabilidades.

Se há culpas, não podem recair sobre o adjunto”, afirmou, acrescentando que o adjunto, por ser nomeado, não tem responsabilidades políticas e, portanto, não lhe cabe a ele assumir culpas, mas ao Governo.

Sabe-se agora, depois de ter sido notícia de que as golas tinham sido adquiridas a uma empresa de um familiar de membro do Governo, que há mais contratos do género, inclusivamente com ministros. Sobre estes casos, Manuela Ferreira Leite destaca que “a legislação foi feita sob pressão da opinião pública e quando se legisla sob pressão da opinião pública cai-se no exagero”.

No que diz respeito às legislativas de 6 de outubro, a comentadora falou sobre PSD, Bloco de Esquerda e PAN.

Sobre os sociais-democratas, Ferreira Leite sublinhou que “as causas que se atribuem ao PSD de não agregar pessoas não vêm do Rui Rio”.

Já sobre a oposição, assumiu que “existe uma enorme ambiguidade no Bloco de Esquerda com as promessas”.

A ambiguidade do Bloco tem sido alimentada pelo Primeiro-ministro”, afirmou a ex-ministra. Sobre o PAN, disse que o “programa para o país propriamente não existe”.