Este domingo, no seu espaço de comentário semanal "Global", Paulo Portas analisou as sondagens para as eleições no Reino unido, o ataque à Ponte de Londres, as declarações de Emmanuel Macron na cimeira da NATO e o “casamento disfuncional” do presidente francês com Angela Merkel, fez uma análise à situação em Hong Kong e ainda recomentou o novo filme de Martin Scorsese.

Começando pelo cenário atual das eleições do Reino Unido, Paulo Portas alerta que "é preciso ter muito cuidado com as sondagens em Inglaterra", uma vez que as projeções são de forma quantitativa e qualitativa, colocando o partido conservador na frente das preferência dos eleitores britânicos.

Ainda no Reino Unido, o comentador considerou o ataque na Ponte de Londres um "atentado quase primitivo" e destacou as ironias dos contornos do esfaqueamento que matou duas pessoas na passada quinta-feira.

Se os conservadores não estivessem tão obcecados com o Brexit, talvez tivessem tido tempo para perceber o que se passava com a legislação penal", disse o comentador, questionando a legislação que permitiu a libertação de um terrorista condenado.

Virando as atenções para a cimeira da NATO, que também aconteceu em Londres, Paulo Portas diz que Emmanuel Macron esqueceu-se de que é presidente da República e considerou a sua visão "demasiado egoísta".

Esta cimeira é marcada por uma declaração do presidente Macron que veio dizer, como se fosse um comentador e esquecendo-se de que é presidente da República, que a NATO está "cerebralmente morta".

O comentador aproveitou ainda para fazer uma análise comparativa às posições de Emmanuel Macron e Angela Merkel em relação às medidas de França e da Alemanha, apelidando o eixo franco-alemão de um "casamento disfuncional".

Ainda em território europeu, Paulo Portas mencionou o "tsunami político" na Alemanha, que "terá repercussões inevitáveis" na governação: este sábado, o SPD elegeu dois novos líderes, ambos críticos da coligação com o partido de Angela Merkel.

Quanto às tensões em Hong Kong, o comentador fez uma análise demográfica à população daquele território, considerando que os seus sete milhoes de habitantes não se sentem parte da China. Portas destacou ainda as 55 nacionalidades que compõem a população chinesa como origem do problema.

Nas suas habituais notas finais, Paulo Portas aproveitou para recomendar o novo filme de Martin Scorsese, "O Irlandês", que considerou um "grande momento de cinema". Deixou ainda a questão: "Será que a Netflix vence os cinemas tradicionais?".