O novo coronavírus, que teve origem na cidade chinesa de Wuhan, está a marcar a atualidade nacional e internacional. A forma como o Governo português está a lidar com a situação foi alvo de análise do comentador da TVI, Paulo Portas, no seu espaço "Global".

O analista entende que a decisão de fechar as fronteiras com Espanha para motivos de lazer e turismo, que foi anunciada por António Costa este domingo, foi uma decisão certa. Outras medidas, como o fecho das escolas ou o teletrabalho, também foram colocadas em prática pelo Executivo português.

Para Paulo Portas, o Governo tardou em adquirir os equipamentos médicos necessários para permitir um mínimo de qualidade de serviço por parte dos profissionais de saúde.

Esta epidemia existe há quase dois meses. É uma enorme desvalorização [da situação]", referiu.

Outra das medidas aplicadas tardiamente, segundo o comentador, foi o controlo dos passageiros que chegavam a Portugal, pelas vias áerea, marítima e terrestre.

Como é que é possível não ter feitos controlo de inquérito de saúde, e, pelo menos, de temperatura, nos voos que vinham da China e nos voos que vinham de Itália?", perguntou.

 

Paulo Portas falou ainda sobre as eventuais consequências económicas que o Covid-19 pode vir a ter em Portugal e no mundo, admitindo que pode haver um problema com o desemprego. Uma das soluções, segundo o comentador, é um alívio fiscal feito com "cabeça, tronco e membros".

Em análise esteve também a mudança do epicentro da pandemia da China para a Europa, onde Itália e Espanha atravessam situações críticas.

O crescimento de Espanha é uma curva de enorme violência", afirmou.