Miguel Sousa Tavares entende que os protestos dos coletes amarelos, em França, têm uma forte conotação e fazem lembrar o que se passou há 50 anos no país.

Este movimento começa a parecer-se muito com o Maio de 68 que fez recentemente, justamente, 50 anos. Junta toda a espécie de reivindicações, umas justas, outras inviáveis, como a proibição da deslocalização de indústrias francesas para o exterior. Começa a tornar-se um movimento inorgânico".

No seu comentário semanal no Jornal das 8 da TVI, vincou que os franceses "protestam e bem contra os impostos", já quem vivem num dos países com maior carga fiscal, mas por outro lado querem um Estado social forte que tem se ser, de alguma maneira, pago.

"Há um certo pudor da comunicação social em falar das suas dores"

Já sobre a crise na comunicação social, em relação à qual o Presidente da República se tem mostrado preocupado, questionando se o Estado não deve intervir, Sousa Tavares defendeu que sim e louvou a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa sobre esta matéria.

Há um certo pudor da comunicação social em falar das suas dores. A prazo serão dores da própria democracia".

Apontou vários caminhos, entre os quais a via fiscal, o Estado adquirir jornais e revistas portugueses e pagar estágios de formação de jornalistas. "O principal é mentalizarmo-nos que esta é uma luta determinante", advertiu.

Nas suas frases da semana, destacou uma da líder bloquist Catarina Martins,outra do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira e uma terceira do "eterno candidato ao Nobel", António Lobo Antunes que, na ótica de Sousa Tavares, "só fala dele próprio". (Veja o vídeo associado a este artigo).