Miguel Sousa Tavares destacou no Jornal das 8 desta segunda-feira o estado atual da corrida às legislativas no que diz respeito a debates, entrevistas e campanha eleitoral dos partidos.

O BE e o PAN são os partidos simpáticos, são os que estão a subir nas sondagens e apostam na simpatia”, destacou o comentador. “O PCP não tem uma única ideia nova e é tudo pela negativa”, o “CDS também não tem três ideias que distingam e Rui Rio, que até tinha um programa económico alternativo, variou os seus estados de alma" sustentou o editor do Jornal das 8 de segunda-feira. "Não dá grande entusiasmo para votar nele”, rematou.

Miguel Sousa Tavares comentou ainda a saída do Reino Unido da União Europeia e a promessa do primeiro-ministro italiano de uma nova relação de estabilidade com a União Europeia.

A Europa está mais bem preparada do que o Reino Unido", afirmou.

De acordo com Miguel Sousa Tavares, “o Brexit transformou-se numa tamanha confusão política, jurídica e constitucional em Inglaterra”.

Já em Itália, destaque para a necessidade de apoio internacional.

Salvini foi posto no congelador, por enquanto. O problema número um, aquilo que conduziu à emergência de Salvini – os migrantes -, esse problema não está resolvido e é bom que a Europa seja solidária com a Itália e com a Grécia porque o problema mantém-se lá, está latente e se não houver solidariedade europeia nisto ele vai espoletar outra vez”, assumiu o comentador.

Carlos Matias Ramos, professor, antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros esteve envolvido num estudo comparativo entre Alcochete e a Ota no que diz respeito ao novo aeroporto do Montijo e respetivo impacto ambiental.

O especialista esteve no Jornal das 8 para uma entrevista conduzida por Pedro Pinto e Miguel Sousa Tavares.

O aeroporto no montijo é uma solução sem futuro. É uma solução que por modelos simples, de aplicação simples, e por avaliação da própria Eurocontrol, vai terminar a solução Portela+Montijo em meados da década de 30, portanto, vamos construir o aeroporto para durar 10 anos", esclareceu Carlos Matias Ramos.

Miguel Sousa Tavares destaca o relatório do estudo de impacto ambiental que assume que a previsão é de que o término chegue na década de 60. O convidado respondeu que se trata de uma falácia, comprovada com documentação existente.