Miguel Sousa Tavares analisou, no espaço de comentário semanal do Jornal das 8, desta segunda-feira, as eleições legislativas marcadas para dia 6 de outubro, mais concretamente das prioridades traçadas pelo Partido Socialista (PS) na agenda política já apresentada. 

O comentador da TVI elogiou António Costa por ter sido, enquanto secretário-geral do PS, o primeiro a apresentar a agenda política para as legislativas, mas não deixou de considerar esse facto "irónico"

O que é bem pensado é ele antecipar-se e ter uma agenda para as legislativas primeiro que toda a gente. Não deixa de ser irónico que é o vencedor (das europeias) que dá um passo em frente"

Alegou que o PCP, aparentemente, vai insistir na mesma linha politica, o PSD "embrulhou-se" numa discussão com Marcelo Rebelo de Sousa sobre se a crise política era única e exclusivamente na direita, ou no regime partidário de um modo geral. Quanto ao CDS, "gastaram os dois primeiros dias das jornadas parlamentares a pintar uma casa, em vez de refletir por que é que tiveram os resultados que tiveram".

Regressando à agenda política do PS, Miguel Sousa Tavares afirma que está de acordo com os quatro pontos principais: alterações climáticas; demografia; transparência e combate à corrupção; e investir em serviços públicos

Os quatro temas principais, eu estou de acordo, obviamente, logo com dois à cabeça: as alterações climáticas e a demografia", no entanto, disse que existe um problema "é que o Partido Socialista, de todos os partido ligados ao sistema, foi aquele que menos esteve ligado às preocupações ambientalistas. (...) Esteve em tudo o que de mal se fez e em tudo o que de mau se permitiu neste país".

O comentador da TVI disse ainda que o primeiro-ministro vai ter de dar uma "grande cambalhota" para de um momento para o outro passar de um partido que não se preocupava com as questões climáticas, para um partido ambientalista. Foi mais longe e deixou uma sugestão. 

Se já o PAN, para passar por partido ambientalista, teve que vestir uma veste, António Costa vai ter de se vestir de super-homem ou de feijão-verde".

Já no mundo internacional, ouve ainda tempo para comentar a visita polémica de Donald Trump ao Reino Unido, tendo sido o primeiro dia marcado pelos insultos do presidente dos Estados Unidos ao presidente da Câmara de Londres. 

Não é uma má entrada, entrou com a delicadeza de um elefante numa loja de porcelanas" e acrescenta "antes de desembarcar, conseguiu insultar o maior de Londres, conseguiu insultar por tabela o maior de Nova Iorque, a nora da rainha de Inglaterra, a CNN... eu nem sei como é que ele teve tempo para estar tanto tempo no Twitter no meio da viagem"

Miguel Sousa Tavares defende que Donald Trump faz de tudo para dividir a Europa, que não esconde as suas intenções, e que a visita ao Reino Unido serviu para apoiar a saída da União Europeia, ainda que não tenha nada para oferecer aos ingleses.