Manuela Ferreira Leite olhou esta quinta-feira o debate em torno do combate à corrupção e para as reivindicações dos estudantes universitários que exigem o fim das propinas, no seu habitual espaço de comentário, na TVI24.

A comentadora da TVI24 começou por olhar para a situação dos estudantes universitários, confessando-se bastante preocupada com a “não reação” do ministro do Ensino Superior, uma vez que o país atravessa uma situação muito complicada e seria uma irresponsabilidade cortar essa fonte de verbas ao Ensino Superior.

Problemas financeiros dos alunos não se resolvem reduzindo o financiamento do Ensino Superior. Pedir o fim das propinas é algo popular, mas consequências seriam dramáticas. Eu considero que o Ensino Superior é fundamental no desenvolvimento económico do país”, reparou.

A antiga ministra das Finanças lembrou ainda que, à semelhança de muitos serviços públicos, o Ensino Superior está “subfinanciado” e que deve a sua sobrevivência devido à existência de propinas. Nesse sentido, Manuela Ferreira Leite considera grave que o ministro não tenha respondido aos anseios dos alunos, deixando no ar a ideia de que poderá estar a ponderar essa solução.

Sublinha também que, independentemente de não concordar com as exigências dos estudantes, ninguém deve ter a sua vida académica posta em causa devido a carências financeiras.

Por motivos de natureza financeira, ninguém deve ser impedido de continuar os seus estudos”, frisou.

Sobre o debate em torno da corrupção, a comentadora considera que este é um problema de consciência ética coletiva e não uma questão legislativa.

Se a corrupção fosse um problema de leis, não havia problema, já estava resolvido. Cada vez que aparece um caso de corrupção, imediatamente se vai fazer uma lei. Depois aquela lei lá fica, mas pelos vistos não tem efeito. Depois quanto torna a aparecer outro caso, lá vem outra lei”, explicou.

Por isso, Manuela Ferreira Leite acredita que a solução para o problema está no incutir da ética e os princípios que não devem ser violados pelas pessoas.