Este domingo no seu espaço de comentário semanal "Global", Paulo Portas analisou a morte do porta-voz do grupo Estado Islâmico, o processo de tentativa de destituição de Donald Trump, as sondagens relativamente às eleições legislativas em Espanha, a inexistência de um Brexit mas a marcação de eleições no Reino Unido, a fusão do grupo francês PSA e da Fiat Chrysler e ainda a intenção de Angela Merkel querer lançar a "nuvem europeia"

Começando pela morte de Abu Hasan Al-Muhajir, o comentador da TVI quis sublinhar a "moral da história" dizendo que "seja quem for o presidente, seja qual for o partido que governa os Estados Unidos, um terrorista que mata americanos morre, mais tarde ou mais cedo, à mão dos americanos". Disse ainda que os americanos são quem mais "dá o corpo às balas" no que toca ao combate ao terrorismo. 

Ainda dentro dos Estados Unidos, Portas falou sobre o facto de a Câmara dos Representantes ter aprovado, na passada quinta-feira, o inquérito para a destituição de Donald Trump. O comentador considera que "é muito difícil, como a história mostra, um impeachment ser bem sucedido". Ou seja, quando o impeachment for a votos, dificilmente obterá a maioria necessário no Senado para fazer cair o presidente dos Estados Unidos. 

Em contrapartida, disse que "vai dar certamente num espetáculo, durante um ano, até às eleições"

Voltando as atenções para a Europa e, mais concretamente, às sondagens que têm sido reveladas sobre as eleições legislativas em Espanha, Paulo Portas defende que "não há nenhuma certeza de que as quartas eleições, em menos de quatro anos, não acabem em quintas eleições"

A última sondagem revelada este domingo pelo jornal El País, mostrava a esquerda e a direita quase taco a taco, elegendo, respetivamente, 157 e 153 deputados. 

Sobre a subida do Vox (extrema-direita) para a terceira maior força política em Espanha, o comentador disse que Pedro Sanchéz agaredece, porque "se o Vox crescer muito, o Partido Popular (PP) não consegue aproximar-se do PSOE".

Quanto ao Reino Unido, em tom irónico, Portas disse "ainda não há Brexit, mas já há eleições". As eleições estão marcadas para 12 de dezembro e o comentador defende que Boris Johnson só ganha se "a política for uma linha reta" até lá. 

Saltando da política para a economia, foi feita uma análise sobre a intenção do grupo francês PSA, fabricante da Peugeot, acordar uma fusão com a Fiat Chrysler, que Paulo Portas considera ser uma boa notícia do ponto de vista europeu. 

Houve ainda tempo para comentar o anúncio de Angela Merkel de querer lançar "a nuvem europeia", ou seja, a capacidade europeia de armazenamento de dados para os guardar e analisar, sem depender dos americanos ou dos chineses.

Nas suas habituais notas finais, Paulo Portas respondeu à pergunta "qual será o antecessor da selfie?".