As eleições presidenciais nos Estados Unidos marcaram a semana noticiosa. Na sua rubrica semanal no Jornal das 8, Paulo Portas analisou todo o processo eleitoral, esmiuçando todos os pormenores da eleição.

Em Global, o comentador afirma que esta foi uma vitória "à tangente e concludente", lembrando que Joe Biden foi o político com mais votos de sempre nos Estados Unidos. Outro dos pontos a destacar é a eleição de Kamala Harris para vice-presidente, cargo que vai ser pela primeira vez assumido por uma mulher.

Paulo Portas destacou ainda os factos de Joe Biden ter sido vice-presidente de Barack Obama e também a religião do presidente eleito.

Desde Kennedy que não era eleito um católico, o que é bastante relevante", afirmou.

Uma das primeiras consequências será a forma como a Casa Branca se vai comportar, com Paulo Portas a referir que a aposta vai recair sobre uma maior moderação quando comparado com Donald Trump.

Numa análise ao voto em Joe Biden, verificamos que os eleitores determinantes foram as mulheres, os jovens, os afroamericanos e os hispânicos.

As mulheres, e a meu ver bem, não perdoaram o lado caprichoso e amador com que o presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] geriu a pandemia", acrescentou.

Outro dos eleitorados decisivos foi o grupo de pessoas que tinham como prioridade controlar a pandemia de covid-19. Para Paulo Portas, este eleitorado votou esmagadoramente em Joe Biden, enquanto a maioria dos votantes de Donald Trump estava mais preocupada com a economia.

As pessoas que consideram importante travar os contágios votaram Biden", referiu.

Para Donald Trump foi decisivo o voto do eleitorado branco e dos evangélicos, sendo que quase metade das pessoas que votaram no candidato republicano não têm curso superior.

Analisando o global das eleições, Paulo Portas lembrou que "Trump perdeu como ganhou" em 2016, numa referência à pequena vantagem de Biden em muitos dos estados, como são os casos do Wisconsin ou Nevada.

Uma das lutas de Donald Trump nestas eleições foi tentar travar o voto em boletins antecipados. Para Paulo Portas, o candidato "desconsiderou" este tipo de voto, o que pode ter provocado uma quebra no eleitorado mais idoso.