Angela Merkel está prestes a dizer adeus à política alemã, depois de 16 anos como chanceler da maior economia europeia. As mais recentes sondagens dão um empate técnico entre o candidato do centro-esquerda e dos democratas cristãos. Mas qual é o real impacto destas eleições para Portugal?

Para Paulo Portas, independentemente do vencedor das eleições alemãs, é necessário “não alimentar demasiadas fantasias”. No entanto, acredita que haverá sempre uma aceleração da descarbonização e mudanças mais profundas na indústria automóvel, qualquer que seja o resultado das eleições.

Seja qual for o resultado, Portugal não terá nem mais nem menos ajudas em relação aos seus problemas”, afirmou o comentador da TVI, que considera que Olaf Scholz “é mais ministro das Finanças do que socialista. É favorável ao défice zero. Quer manter o travão à dívida pública na constituição, algo que o separa dos verdes”.

O analista apontou também que uma vitória de Scholz “pode ajudar” as expectativas de António Costa, caso as tenha, de vir a ser Presidente do Conselho Europeu, uma vez que os dois pertencem à mesma família política.

Portas olhou ainda para um estudo do Conselho Europeu de Relações Internacionais que comparava as preferências das várias nacionalidades europeias em eleger Angela Merkel ou Emmanuel Macron como presidente Europeu, em que todas as nacionalidades preferiam a chanceler alemã como líder. Portugueses e espanhóis estão entre os que votaram mais favoravelmente na histórica líder alemã.

Xi Jinping e Joe Biden falaram por telefone, pela primeira vez desde que foi anunciada publicamente AUKUS, a aliança entre Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, para contrabalançar o crescente poder militar da China no pacífico. Paulo Portas destacou os pontos positivos que os dois líderes anunciaram na ONU, evitando uma escalada de tensão. 

O comentador da TVI analisou ainda a importância de Taiwan como peça fundamental para uma “possível derrapagem” do mundo e comparou as forças do exército taiwanês e as forças do exército da China. 

O problema não é bem Taiwan, mas sim a reação de todos os vizinhos. Desde o Japão, à Coreia do Sul, da Indonésia, às Filipinas e a propagação de uma situação de conflito que é absolutamente indesejável”, explicou.

Houve ainda tempo para olhar para o futuro do vice-almirante Gouveia e Melo, após o fim da task-force para a vacinação contra a covid-19. Paulo Portas diz não estranhar se o vice-almirante vier a ser Chefe de Estado Maior da Armada.

Não estranharia que o vice-almirante Gouveia e Melo fosse Chefe de Estado Maior da Armada”, disse Paulo Portas.