No seu espaço de análise do Jornal das 8, "Global", Paulo Portas começou por analisar a crescente tensão entre os EUA e o Irão. O comentador da TVI considera que o conflito não vai gerar uma guerra militar, mas combatida nos mercados.

A técnica de Trump é converter tudo numa guerra comercial”, concluiu.

Na Europa, não há entendimento quanto aos postos da EU, criando um “impasse" na União Europeia. “Há muita instabilidade e os três grandes grupos vetam-se mutuamente [candidatos oficiais do PPE e dos Socialistas estão afastados, em princípio]", por isso, "a Europa está sem líderes”. Contudo, o haverá uma nova reunião no domingo, que pode ser decisiva nesta questão.

Também se regista instabilidade no Reino Unido, depois da demissão de Theresa May. Boris Johnson “é o líder político inglês mais popular”, com 88% de hipóteses de ser o primeiro-ministro. Mas esta "clara vantagem" pode ter sofrido com o novo escândalo associado ao político, que terá tido uma violenta discussão com a namorada. Paulo Portas garante que, nas últimas horas, a campanha de Boris Johnson "sofreu um revés sério" e muitos questionam se deve governar o país, por causa do seu carácter.

Em Portugal, o comentador da TVI acredita que o relatório de benefícios fiscais, anunciado pelo ministro das Finanças Mário Centeno e que prevê 11 mil milhões de euros de benefícios, "traz água no bico".

Depois uma pessoa vai ver isto no detalhe e 7 mil milhões de euros são taxas reduzidas de IVA, no pão, no leite, nos legumes, na carne e no peixe. Isso não tem nada a ver com benefícios fiscais, mas com o uso de uma das três taxas possíveis do IVA para facilitar a vida, por isso, do valor de 11 mil, caem sete".

Para concluir, Paulo Portas falou sobre o novo negócio de Mark Zuckerberg, que considera ao mesmo tempo “genial e controverso”, o lançamento de uma nova moeda, em 2020, chamada "Libra", que não é mais do que uma criptomoeda. Falta perceber, contudo, quem supervisiona, como será utilizada como meio de pagamento e como se vai ganhar a confiança dos utilizadores, uma vez que se “pode começar a vender dados bancários".