Numa altura em que as negociações entre os EUA e a China estão a aumentar de tom, o espaço “Global”, assinado por Paulo PortaS, começou com a análise desta relação.

Paulo Portas apelidou-a de "a notícia mais temida em termos económicos para quem pense no bem da economia global". Os EUA e a China tinham feito uma trégua e esta semana, como arma de negociação, o executivo de Trump anunciou "mais uma leva de tarifas" contra os produtos chineses.


"Esta guerra comercial já leva um ano, pelo menos", explicou o político, acrescentando que os produtos vão ter de pagar uma taxa de 25%, em vez dos 10% anteriores.


No curto prazo, quem perde mais com estas medidas é a China. Os candidatos a beneficiar com esta "luta" entre os EUA e a China são o México e o Canadá e vários outros países asiáticos. No entanto, ainda há tempo para novas negociações, na reunião do G20, em Tóquio.


Seguindo para o continente europeu, Paulo Portas garantiu que "a Europa está manifestamente menos bem do que os EUA" e do que a China, a nível económico. "A Europa está fraquinha", mas os países que com maior crescimento são, curiosamente, os mais criticados por Bruxelas. Os piores, "são as grandes economias europeias".


Já Portugal, "devia ter crescido 2,3%", mas "crescemos apenas 2,1%". As previsões europeias dizem que "ficámos abaixo das previsões no primeiro trimestre". Para o político, falta planeamento para o crescimento económico.


No que diz respeito ao Reino Unido e ao Brexit, Paulo Portas sublinha a ironia com que o país vai eleger deputados que se preparam de sair da União Europeia. O político acredita que os eleitores vão "vingar-se" do sistema, porque estão "irritados com o facto do parlamento não ter chegado a uma conclusão sobre o voto que fizeram". Por esta razão, o Partido do Brexit está à frente nas sondagens de intenção de voto.


Por último, no continente africano, Paulo Portas garante que a situação política em Moçambique e na África do Sul é muito idêntica e que, em Angola "ia ficando sem combustíveis", por isto, a Sonangol tinha de cair.