«Balolas» é um artigo de opinião de Paulo Pereira, jornalista da TVI, que escreve neste espaço de duas em duas semanas, sempre às terças-feiras.

Ronaldo joga, Ronaldo não joga... Ronaldo saiu chateado, Ronaldo não saiu chateado. Ronaldo isto, Ronaldo aquilo.

Desfeitas as dúvidas, eis que o capitão lá aparece, sorridente e a assobiar para o lado, para que toda a gente o visse e sentisse: que ele não está aqui para brincadeiras e que, mais uma vez, se encontra completamente comprometido com a seleção. Sempre foi assim, mesmo que, quando por razões óbvias, a deixou de acompanhar. Mas só ali junto ao relvado, junto dos seus companheiros, porque mesmo sendo o melhor do mundo, Ronaldo não é de ferro. E às vezes as pernas já não dão para tudo, mesmo que ele, como ninguém, as trate de pôr no sítio para fazer aquilo que mais gosta. E Ronaldo não gosta de perder, Ronaldo não gosta de ser substituído, e quem é que o pode criticar por isso?

Por cá são os do costume, lá por fora começam a vir à tona os que numa primeira fase aplaudiram a chegada, mas que agora por alguma razão aproveitam um pequeno deslize para lhe apontar o dedo. Ele vira-se para o lado e continuará a fazer o que mais gosta, não se cansem que ele já sabe com o que conta.

Eu por mim quero mais é que ele, mesmo que com uma perna às costas, continue a carregar a seleção nacional em busca de tão grande objetivo. Portugal vai estar no próximo Europeu para defender por direito próprio aquilo que é seu: o título de Campeão Europeu.

E Ronaldo lá estará para bater mais um dos muitos recordes, que teima em deixar para trás das costas. Da mesma forma que certamente fará aos que continuamente teimam em lhe encontrar defeitos, em vez de enaltecer as suas virtudes. Tem defeitos? Claro, também eu e, não me custa reconhecer, muitos mais do que ele. Quem não?

Bem, para já é passar pela Lituânia e pelo Luxemburgo, e daqui por duas semanas cá estarei para, mais uma vez, escrever sobre a qualidade de Ronaldo e dos seus companheiros de seleção. Porque ele não joga sozinho, mas que dá um jeitão, lá isso dá.

LEIA TAMBÉM: todos os artigos do mesmo autor

Paulo Pereira