Paulo Portas questionou, este domingo, no Jornal das 8, como foi possível a Câmara de Lisboa cometer dois erros graves num curto espaço de tempo, relacionados com correspondência eletrónica, referindo-se à partilha de dados de ativistas russos com a sua embaixada e à festa do título do Sporting.

O comentador da TVI lembrou que quando surgiu o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), em maio de 2018, "a Câmara nomeou um gestor de dados, que terá visitado os diversos setores, mas não visitou o gabinete de apoio ao gabinete do presidente".

O que é absolutamente extraordinário", sublinhou Portas, explicando que o gabinete de apoio ao gabinete de Fernando Medina "trata da correspondência informática e postal, que é muito grande".

Quando iniciou funções, o gestor de dados "terá visitado os diversos setores da Câmara, mas não visitou o gabinete de apoio ao gabinete do presidente".

Como é que a um gestor de dados escapa que a correspondência informática é essencial na questão da proteção de dados? Tanto quanto posso perceber, esta falha que já tem uns meses acontece exatamente no mesmo sítio onde aconteceu uma falha igualmente grave, com outras consequências, que foi a alegada perda ou não transmissão dos emails que o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa enviou à Câmara por causa das celebrações do Sporting. Como sabem, a PSP era contrata o autocarro e contra o ecrã ano estádio. Mas esses email, segundo a Câmara, não foram transmitidos. Isto revela uma enorme fraqueza e défice de supervisão, controlo e exigência, mas o que eu acho extraordinário é que há cinco semanas aconteceu isto [do Sporting] no mesmo local, no mesmo serviço e, que eu saiba, ninguém foi suspenso ou removido."

Sobre o impacto que esta polémica pode ter nas eleições autárquicas, Paulo Portas não acredite que mude o seu destino, mas "mudou o vento da campanha eleitoral".

Fernando Medina estava à espera de uma campanha olímpica, com algum desdém pelos seus adversários e, de repente, está à defesa e um bocado atrapalhado nas declarações que faz."

 

Redação / CM