Donald Trump teve, na cimeira da NATO, um papel de destaque ao fazer um ultimato aos aliados para aumentarem as contribuições. Na TVI, Paulo Portas disse, no espaço de comentário Global, que “o mundo anda a toque de Trump”.

Afirmou ainda que o presidente dos EUA prefere “ambientes de confronto a ambientes de compromisso” por preferir criar conflito com aliados, reservando a generosidade para “antigos inimigos”.

Os grandes líderes presentes na cimeira, segundo o comentador, já terão encontrado “uma fórmula para lidar com um presidente inesperado e de modos inconvenientes”.

Ainda da NATO, Portas comentou a fotografia em que Trump surge à frente, de costas voltadas, da Rainha de Inglaterra.

"Eu acho que estas imagens dizem tudo", sublinhou. "É aquilo que hoje em dia acontece em qualquer visita de Trump a um país aberto. Como é que se evitam sarilhos do primeiro minuto até ao fim com altíssima probabilidade de eles acontecerem?", referiu acerca do momento em que Trump é recebido pela Rainha de Inglaterra e protagoniza uma gafe protocolar.

Da Rainha o caminho fez-se para a primeira-ministra do Reino Unido e a saída do país da União Europeia.

O que ela diz é que vai fazer um Brexit suave e esse caminho era o óbvio”, disse Paulo Portas acerca do plano de Theresa May conhecido como "soft Brexit".

May enfrenta agora uma crise no Governo por causa do Brexit numa altura em que o ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson apresentou a demissão.

No campo desportivo, a atualidade informativa foca-se na transferência milionária de Cristiano Ronaldo para a Juventus, a quarta mais elevada de sempre.

Paulo Portas abordou a saída do capitão da Seleção Nacional do Real Madrid e, para o comentador, a decisão do jogador foi a mais acertada.

"Aquilo que às vezes incomodava os espanhóis: ele não deixa os créditos dele em mãos alheias e se não lhe dão o valor que ele acha que tem, ele é o primeiro a dizer o valor que tem. Às vezes os portugueses são um bocadinho acanhados. Eu sempre achei que ele fez bem", afirmou no Global.

A finalizar o espaço de comentário, Paulo Portas deu destaque a Aga Khan em Portugal, que comemorou no país o jubileu de diamante.

"É uma das raras figuras no mundo islâmico que defende uma coisa que eu acho essencial: é que o Islão precisa de diálogo intrarreligioso entre as diferentes fações do Islão", salientou Paulo Portas.

Acerca do tema, lembrou ainda que esteve no início das negociações da vinda para Portugal, juntamente com o Primeiro-Ministro.