Espanha enfrenta uma crise política que levou à marcação de eleições antecipadas. Paulo Portas, no espaço de comentário no Jornal das 8, deste domingo, acredita que "se as eleições fossem hoje assistiríamos a uma viragem à direita". A saída de Pedro Sanchez, o primeiro-ministro, foi provocada, segundo do comentador, pelos "extremistas da Catalunha e pela impopularidade do líder do PSOE"

Espanha vai ter que lidar pela primeira vez com uma coligação a governar o país", defendeu Paulo Portas.

Numa perspetiva sobre os possíveis resultados que as eleições possam ter, Portas acredita que "pela primeira vez uma coligação deve governar o país" e acredita que "a ascensão do fascismo não paira sobre Espanha"

A 40 dias da data marcada para a saída oficial do Reino Unido da União Europeia, Paulo Portas defende que "a cada dia que passa aproxima-se mais um Brexit sem acordo". O comentador abordou ainda as garantias dadas pelos unionistas da Irlanda do Norte, o partido Sinn Féin, que vão pedir um novo referendo sobre a unificação com a Irlanda. 

A semana para a senhora May foi má, pelos resultados económicos e pela derrota no Parlamento", assegurou Portas. 

Mesmo com uma semana negativa da primeira-ministra britânica se as eleições fossem hoje os conservadores de May voltariam a ganhar. Segundo Paulo Portas isto deve-se ao "receio que os britânicos têm em relação ao carácter muito esquerdista do líder dos trabalhistas". 

Sobre os EUA, Paulo Portas considera que os norte americanos vão viver sobre "uma guerrilha política até 2020". Em causa está a maioria democrata na câmara dos representantes que "vai dificultar a vida de Trump" até às próximas eleições.

O comentador acredita que a quebra no crescimento económica da economia portuguesa se deve ao abrandamento dos principais destinos das exportações: França, Reino Unido e Espanha. Sobre a remodelação governamental, Portas considera que, "no fundo, os secretários de Estado sobem a ministros e os vereadores sobem a secretários de Estado"