Paulo Portas teceu duras críticas à comunicação do Governo no âmbito da pandemia de covid-19.

No habitual espaço de comentário na TVI, desta vez à segunda-feira, o comentador afirmou que "aconteceu um autêntico desastre de comunicação esta semana" e enumerou as principais razões. 

Por um lado, apontou que a cerca sanitária à Área Metropolitana de Lisboa "de pouco ou nada serviu": "Basta ver os índices dos concelhos à volta".

Também no que diz respeito às novas medidas, Paulo Portas considerou que o Governo meteu-se "num sarilho", com a decisão dos autotestes à porta dos restaurantes: "Isto não tem pés nem cabeça", disse o comentador, defendendo que tal prejudica um setor que já está prejudicado.

Como solução, sugeriu que realmente se emita um certificado por cada português totalmente vacinado, e se aposte na comunicação que mobilize os cidadãos para pedir o seu.

"Foi o nosso problema que minguou, ou foi o espaço que aumentou?"

Paulo Portas criticou ainda as alterações à matriz de risco da covid-19, feitas pelas autoridades de saúde, e frisou que tal não quer dizer que a situação pandémica seja melhor, antes pelo contrário.

"Estávamos no máximo risco possível, de repente o mapa mudou e isto não quer dizer que o nosso problema tenha melhorado. Quer apenas dizer que o mapa foi alterado para que o aumento do nosso problema lá possa caber".

Para o comentador, tal prova "prova que a matriz de risco atual é insuficiente": Pela matriz atual estaríamos totalmente confinados, coisa que nem as pessoas querem, nem o país aguenta".

O comentador sugeriu ser adicionado mais um critério, como o da vacinação.

Paulo Portas deixou ainda um alerta: Portugal é o único país , segundo a Comissão Europeia, que não melhora previsões em 2021 e 2022.

Mas há ainda outro sinal que deve preocupar: Portugal foi o país da da União Europeia que mais deixou as PME's em queda e sem apoios.

/ RL