Com a pandemia de covid-19 a atingir o pico em vários países da Europa, a chegada de uma vacina eficaz é a esperança de muitos para recomeçar a abrir os países. No seu espaço habitual de domingo no Jornal das 8 da TVI, Paulo Portas analisou os mais recentes desenvolvimentos nesta área.

Um dos percalços para a chegada de uma vacina foi o produto que está a ser desenvolvido pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca.

Paulo Portas explica que "tudo estava a correr bem", até porque o método utilizado já tinha sido testado anteriormente, ao contrário das técnicas da Moderna e da Pfizer, que apresentam um método inovador. O comentador explica que também o preço era um dos pontos positivos.

Os resultados apresentados acabaram por resultar num erro "embelezado" pela companhia. Paulo Portas lembra que a Universidade de Oxford divulgou três números diferentes, apresentando inclusivé uma média de efetividade, o que "motivou a ciência a perguntar qual seria o valor mais baixo".

Há quem diga que a Oxford vai ter dificuldades em receber a aprovação do regulador americano agora", afirma.

Paulo Portas refere que isto é tanto mais importante porque esta é a única vacina que é "comprada por todos", incluindo países como a China.

Analisando a generalidade das vacinas, o comentador refere que "a mais barata tem um problema de credibilidade", que é de Oxford, enquanto a mais eficaz apresenta um preço elevado, que é a da Moderna. A Pfizer apresenta um problema relacionado com o transporte e armazenamento, uma vez que a vacina desenvolvida deve ser mantida a cerca de 70 graus negativos.

Havendo várias vacinas para chegar, muitos dos países começam a preparar um plano de vacinação, ainda que faltem alguns dados.

No caso de Portugal, ainda não foi aprovado ou apresentado um plano de vacinação, e Paulo Portas afirma que há uma má gestão da comunicação: "É inacreditável que se possa ter dito que os mais velhos ficam de fora".

Analisando os números apresentados ao fim da terceira semana de estado de emergência, Paulo Portas refere que estamos "melhor", mas que não há razões para entrar em euforias.

Ainda não conseguimos conter o crescimento nos cuidados intensivos. Mas, objetivamente, o estado de emergência permitiu moderar um crescimento que estava a ser perigoso", refere.

No entender do comentador, António Costa deve autorizar a circulação entre concelhos durante a época de festas, até porque "o primeiro-ministro tem dificuldade em dizer coisas que são desagradáveis".

Redação