A situação que se vive no Afeganistão foi um dos temas abordados por Paulo Portas, no seu espaço de comentário “Global”, no Jornal das Oito da TVI. E a pergunta deixada é, de facto, pertinente: “Imagine como se sentirão as mulheres no Afeganistão com o regresso dos talibãs?”.

Paulo Portas não tem dúvidas que “o que estamos a assistir é aterrador” e considera que o Afeganistão na verdade enquanto “um Estado no sentido em que nós o descrevemos, nunca existiu, embora seja muito antigo como nação”.

E apesar de não questionar a decisão tomada pelos Estados Unidos em retirar as suas tropas, acredita que “é pior não estar lá uma missão externa”. E justifica: “Podemos ter à nossa porta, dentro de semanas, uma crise de refugiados afegãos”, além disso considera que “não sabemos no que os talibãs se vão transformar outra vez”. “Estão a chegar dois mil afegãos, por dia, à Turquia”, conclui.

A vacinação dos maiores de 12 anos foi outro dos temas trazido ao “Global” e Paulo Portas não tem dúvidas: “Se vamos ter vacinação dos 12 aos 15 anos, isso fica a dever-se ao Presidente da República. Ele intrometeu-se, tomou partido”.

E, para o comentador, apesar das criticas de que Marcelo Rebelo de Sousa tem sido alvo por ter entrado “na esfera do executivo” (…) “em questões como esta da pandemia, o Presidente é, evidentemente, o último interprete do interesse geral e do bem comum”. Não tendo dúvidas que Marcelo estava preocupado com o início das aulas em setembro.

É preciso que “os jovens não tenham outro ano cheio de alterações, mudanças, idas para casa, aulas digitais”, explica o comentador. “É preciso que as aulas sejam presenciais, que eles recuperem conhecimento”, acrescenta.

Quanto à DGS, Paulo Portas “fala em erros de comunicação nesta matéria”. E até desconfia que terá havido preocupação com eventuais “processos judiciais”.

O Relatório sobre as Alterações Climáticas, divulgado a semana passada foi outro dos temas abordados por Paulo Portas e apesar do cenário preocupante, achas que os cientistas e especialistas, indicam caminhos a seguir. Quanto a Portugal acredita que iremos assistir a mais “fenómenos extremos, como a seca”.

As eleições na Alemanha e a saída de cena da chanceler alemã, Angela Merkel, um símbolo da longevidade política, que o comentador considera que “evitou duas vezes a rutura da União Europeia” foi outro dos temas comentados.
 

Redação / PP