Moçambique ainda é um dos países mais pobres do mundo, "embora haja fundadas razões para pensar que um dia ainda deixará de o ser". No espaço de comentário "Global" deste domingo, no Jornal das 8 da TVI, Paulo Portas traçou um retrato do país, assolado pelo ciclone Idai, que já matou quase 500 pessoas.

"A razão de esperança de Moçambique: foram descobertas reservas extraordinárias de gás no norte do país". Com essa nota de esperança, frisou que para um "país que tem um orçamento limitadíssimo" e para os "padrões africanos", entende que o governo moçambicano e o seu presidente têm agido bem, o mesmo acontecendo com a ajuda internacional, Portugal incluído.
 

Já da parte da União Europeia, considerou que o comunicado inicial foi "lamentável, é de quem não percebe nada de África", dando conta de uma ajuda escassa de dois milhões de euros. "Melhorou, tanto quanto sei, com a pressão de Portugal", disse Portas.

 
Os desenvolvimentos (ou retrocessos) no Brexit, na última semana, também foram analisados. "Correu tudo mal à senhora May e isto também é a prova de que em política quando se faz o contrário das suas convicções não acaba bem. Quando se é mais táctico do que estratego, corre-se o risco de tropeçar em si próprio".
 
Sobre a detenção do ex-presidente do Brasil Michel Temer, disse que "fiica à vista que a operação lava Jato não é partidariamente orientada".
 
Houve ainda tempo para outros dois temas: a fusão dos bancos alemães Deutsche Bank e Commerzbank  e ainda um olhar sobre as patentes tecnológicas: "Se queremos saber o que é a economia do futuro e para onde vai o mundo é olhar para o registo de patentes". O de 2018 já saiu.
/ VC