Paulo Portas acredita que a task-force do plano de vacinação está a trabalhar em dois cenários possívels para Portugal atingir a imunidade de grupo: ou 16 de julho, ou 13 de agosto.

“Se tudo correr bem, e melhor do que o previsto nos fornecimentos, será a 16 de julho. Ou será 13 de agosto, a data apontada pelo vice-almirante Gouveia e Melo."

O comentador confirmou que a vacinação vai "acelerar bastante nas próximas semanas" e que também vai depender da "incerteza" sobre 1,5 milhões de vacinas da AstraZeneca e dos "fornecimentos ligeiramente adiados" da vacina da Johnson & Johnson.

Olhando para os números, Portas destaca que Portugal vai atingir "nas próximas horas até" as 3 milhões de doses administradas.

"Há já um número muito significativo de portugueses protegidos e vacinados, o que limita os efeitos severos e dolorosos que a pandemia tem."

Além das eventuais quebras na produção e no fornecimento de vacinas, Portugal deve ter ainda em atenção "a possibilidade" da existência de novas variantes. Tudo somado, Paulo Portas acredita que o país sairá em breve do estado de emergência para o de calamidade.

"Este é o último estado de emergência. Terá de haver depois um enquandramento, que presumo que seja aquele da proteção civil, que envolve a situação de calamidade, para para não haver uma rutura completa."

O desfile do 25 de Abril 

No Jornal das 8 deste domingo, o comentador da TVI criticou ainda a postura "arrogante" dos que se julgam "proprietários" ou "com direito de admissão" da revolução, em críticas dirigas às associações promotoras do desfile. "Não foi para isso que o 25 de Abril se fez", acrescentou.

“Faz-me impressão, ao fim de 47 anos, esta discussão arqueológica de quem é o 25 de Abril e não para quem era (…) Se uns não querem deixar que outros desfilem, o mais natural é que cada um desfile onde entender.”

Catarina Pereira