As nomeações para os mais altos cargos da União Europeia são o primeiro tema abordado por Paulo Portas no "Global" deste domingo. Sobre os novos responsáveis europeus, que ainda terão de obter aprovação do parlamento europeu, Paulo Portas assinala que Angela Merkel foi, "obviamente", a vencedora da difícil negociação, colocando como presidente da Comissão Europeia uma democrata-cristã da sua confiança, acrescentando que a chanceler alemã resolveu também um "problema de género", ao colocar Ursula von der Leyen à frente da Comissão Europeia mas também ao endossar a francesa Christine Lagarde para a liderança do BCE.

Sobre António Costa, diz que o facto de ter sido sondado para assumir a presidência do Conselho Europeu é motivo de orgulho, mas aponta que o primeiro-ministro acabou equivocado ao achar que poderia "exportar" a geringonça portuguesa para a Europa. 

A propósito da visita do presidente de Moçambique a Portugal, assinala que o país africano está a atravessar um ciclo positivo e que "aprendeu a lição de que não se podem esconder dívidas enormes". Acrescenta ainda que tem esperança no Tratado de Livre Comércio Africano, que entra em vigor este domingo, e cujo objetivo é fazer crescer o comércio entre países africanos. 

Sobre a Libra, a criptomoeda do Facebook, aponta que tanto o congresso norte-americano como a União Europeia mostraram reservas ao projeto, o que é natural já que a moeda virtual criaria "óbvios problemas de supervisão". "Uma moeda sem supervisão é uma candidatura a lavagem de dinheiro", acrescenta. 

Paulo Portas fala ainda sobre os expatriados, partindo de um estudo que seleciona os melhores países para os portugueses que queiram viver e trabalhar no estrangeiro: Suíça, Singapura e Canadá são as três melhores nações para portugueses irem para fora.

Numa nota final, fala ainda de Chernobyl, onde através de um enorme esforço de "engenharia de segurança" está a ser feita a secutirização de detritos que podem ainda ser radioativos.