Paulo Portas analisou, no seu espaço de comentário "Global", no Jornal das 8 da TVI, o processo de destituição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O comentador da TVI considerou que o processo pode não dar em nada, tal como aconteceu, já por duas vezes, na História dos Estados Unidos.

“Tal como os anteriores dois, o processo de impeachment fica no Congresso, chega ao Senado e morre no Senado. Porque o Congresso é dominado pelos democratas e o Senado é dominado pelos republicanos. As coisas não correram especialmente bem até agora ao partido promotor do impeachment. É preciso perceber que o processo de destituição do presidente numa democracia como a americana ou é uma coisa muito, muito, muito excecional, ou sendo por coisas que, sendo inapropriadas, não têm a gravidade da traição (…) normalmente são associadas a combate político.”

Paulo Portas analisou as últimas sondagens, que avaliaram a opinião dos americanos sobre a destituição do presidente, e concluiu: “A opinião pública não comprou exatamente o processo de impeachment.”

O comentador da TVI lembrou ainda que “houve deserções” nos democratas na votação do Congresso e sublinhou que a votação no Senado pode “causar danos àquele que é, neste momento, o candidato mais forte contra Donald Trump em novembro do próximo ano”, ou seja, Joe Biden.

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Paulo Portas comentou ainda a decisão do Tribunal de Justiça Europeu sobre a tomada de posse do independentista catalão Oriol Junqueras como eurodeputado, considerando que  "Espanha foi profundamente humilhada em termos judiciais". A reboque desta decisão, o comentador da TVI falou também da situação da Catalunha e sublinhou que o presidente do Governo espanhol "está a negociar com um preso", Carles Puigedmont.

Portas comentou também os últimos desenvolvimentos do processo de saída do Reino Unido da União Europeia e as medidas implementadas pelo Papa Francisco para tornar mais transparentes os processos de Pedofilia na Igreja.