No comentário semanal de atualidade política, na 21.ª Hora desta quarta-feira, Manuela Ferreira Leite analisou o novo Governo, liderado por António Costa, e os nomes apresentados esta terça-feira para ministros.

A comentadora da TVI24 reconhece preocupação com o que pode significar o novo Governo, com todas as novidades agora conhecidas, desde novos ministérios a estreias no Executivo.

Na análise, Manuela Ferreira Leite começou por referir-se à contagem de votos dos emigrantes, feita esta quarta-feira, dez dias depois das eleições.

Lamento que ainda estejam a ser contados votos dos emigrantes e a dar-lhes a sensação de que os votos deles não servem para nada”, frisou a comentadora.

Já em antevisão ao que será este XXII Governo Constitucional, a antiga ministra das Finanças ressalvou que "não augura grandes coisas".

É evidente que o ministro das Finanças não ficará o tempo todo. Ficará meia dúzia de meses. Isto é um cenário de uma remodelação adiada”, afirmou.

Manuela Ferreira Leite comentou ainda as novidades deste Executivo, o facto de este ser o Governo com mais ministérios desde 1976, as estreias e as promoções.

Não sei se há um país na Europa com tantos ministérios. A simples criação de ministérios e a mudança de nomes implica uma elevadíssima despesa”, sublinhou, dando como exemplos de despesa o papel timbrado, as alterações dos e-mails e até as setas com indicações para os gabinetes. “Só isso daria para eu dizer que o ministro das Finanças estaria distraído”.

Este Governo, ficou a saber-se esta terça-feira, é composto por 19 ministros. Do total, oito são mulheres. O novo Executivo é composto por cinco novos ministros e quatro vão ser ministros de Estado.

Já fizemos várias presidências sem ter quatro ministros de Estado”, criticou a comentadora. "Não é um Governo reformista. Isto é uma remodelação adiada", reforçou.

Sobre os novos ministérios, Manuela Ferreira Leite questionou-se quanto ao significado dos mesmos.

Coesão Territorial? Pergunto o que faz diferente do Planeamento", disse a antiga ministra. "Não se mexe em nada no grande problema que era o setor da Saúde", acrescentou.