Manuela Ferreira Leite analisou, esta quinta-feira, no seu habitual espaço de comentário na TVI24, a recuperação económica do país, numa altura em que se aproxima um momento decisivo para o tecido económico nacional, com a pandemia mais controlada e a reabertura praticamente generalizada da economia.

Estamos num momento muito importante e muito decisivo do nosso futuro. Conjugam-se vários aspetos que nos poderão dar alento, como o fim do confinamento. Se não se fizesse nada, seria suficiente para verificar o crescimento económico, era só abrir o que estava fechada”, afirmou.

A comentadora afirmou estar “receosa” para o futuro económico do país, uma vez que considera que “nos faltam elementos para ter confiança”, dando o exemplo da perspetiva de crescimento dada pelo Governo para 2025, que aponta para um crescimento económico na ordem dos 2,2%.

Só temos um aumento de 0,1% [em relação ao crescimento de 2019]. Eu gostava de saber o que é que explica uma coisa destas? A pandemia não explica tudo”, afirmou.

A antiga ministra das Finanças, expressou também alguma preocupação em relação ao destino que será dado ao dinheiro proveniente de Bruxelas, sublinhando que aquilo que se espera de “uma ajuda adicional” são medidas para o país dar um salto que doutra forma não daria, particularmente em “questões estruturais”, como as áreas do ambiente ou da energia.

Manuela Ferreira Leite sublinhou ainda que este Governo “não transmite confinança” de ser capaz de traçar planos capazes de resolver os problemas do país e “preparar as coisas” para que “o salto seja dado”.

É um Governo extremamente fragilizado. Não nos transmite confiança”, reforçou.

António Costa volta a segurar Eduardo Cabrita

Outro dos temas abordados pela comentadora da TVI foi a polémica em torno da organização dos festejos da conquista do Campeonato Nacional do Sporting e a posição de António Costa perante a atuação do Ministro da Administração Interna. Manuela Ferreira Leite acredita que este é um “exemplo nítido” da forma como este Governo funciona.

“Este caso só é grave porque demonstra uma ausência total de responsabilidade e de assunção de responsabilidades por parte dos responsáveis. Os políticos recorrem sempre aos inquéritos sempre que algo corre mal. Vão inquirir o quê? O que é que falta saber?”, questionou.

A comentador considera ainda que “não há nada para inspecionar” e que tudo o que aconteceu “está à vista” e é recorrente, inclusive a “autêntica batalha campal” que, de acordo com Manuela Ferreira Leite, é habitual no futebol.