A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou esta sexta-feira a primeira norma sobre vacinação nos jovens entre os 12 e os 15 anos, recomendando, para já, a imunização apenas às crianças que tenham comorbilidades.

Entretanto, o Presidente da República lembrou que essa recomendação era isso mesmo, uma recomendação, apontando que os pais podiam vacinar as crianças caso assim o entendessem.

Já depois disso, a DGS veio esclarecer que não é bem assim, dizendo que os jovens saudáveis têm de ter uma prescrição médica para poderem ser vacinados.

Este plano engloba cerca de 410 mil jovens, e Paulo Portas entende que estas pessoas foram apanhadas no meio da confusão: "Há 410 mil famílias que perguntam 'o que é que eu vou fazer?'", perguntou o comentador, na rubrica Global.

São famílias que têm filhos entre os 12 e os 15 anos, e que merecem ser tratadas sem esta confusão e hesitação", acrescentou.

Na análise semanal à pandemia, Paulo Portas recordou o que fazem os diferentes países, apontando que Estados Unidos, Israel, China, França ou Dinamarca já estão a vacinar todas as crianças daquela faixa etária. 

Estes países também têm DGS's, também têm Infarmed's, estarão enganados", questionou.

Ainda que a tendência geral seja para generalizar a vacinação, Reino Unido, Noruega Suécia ou Alemanha adotaram o mesmo plano de Portugal.

Para Paulo Portas, deve haver uma confiança nas instituições, lembrando que os centros para o controlo e prevenção de doenças, bem como as agências reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia também decidiram pela generalização.

O comentador diz que a recomendação adotada por Portugal corre o risco de discriminar os mais jovens, que ficam sujeitos à subjetividade da prescrição de cada médico. Além disso, recorda o comentador, existem alunos que vão começar o ano letivo sem vacinação.

Mas, como recorda Paulo Portas, é o Ministério da Saúde que é a autoridade política, e deve ser a entidade que tem de colocar um fim à confusão.