Paulo Portas destacou no espaço semanal “Global”, no Jornal das 8 deste domingo, o crescimento das economias na Zona Euro no último trimestre e concluiu que os melhores resultados estão nos países do Báltico e do Leste.

Há três países com risco de recessão: Alemanha, Reino Unido e Suécia”, destacou o comentador. "De Berlim para cima cresce-se mais, e mais depressa, provavelmente porque esses povos não querem desperdiçar tempo em conseguir recuperar o tempo perdido que tiveram durante muitas décadas”, justificou.

Sobre Portugal, sublinhou os resultados positivos, mas que ainda não chegam.

Portugal está numa posição bastante razoável – por isso é que lhe chamo “crescimento razoável” -, 0,5%, ao lado de Espanha e da Holanda. É razoável face ao resto, mas não é suficiente face ao que nós precisamos”, sustentou o comentador.

Sobre os motoristas, cuja greve foi este domingo desconvocada pelo sindicato dos motoristas de matérias perigosas, Paulo Portas acredita que imperou o bom senso.

O comentador da TVI mostrou ainda acreditar que o Governo aprendeu com os erros da greve de abril e apontou os erros cometidos pelo sindicato.

Prevaleceu o bom senso", rematou.

Em comentário às manifestações dos últimos dias em Hong Kong, na China, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que “a china está a ser impaciente e está a agir com excesso de ameaça de força".

O oriente para o ocidente, mas ainda no âmbito das relações, espaço para analisar a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Segundo o comentador de “Global”, sabe-se agora que "Trump tem o princípio de Lenine ao contrário".

Ainda acerca do presidente norte-americano e a vontade de comprar a Gronelândia, Paulo Portas trouxe factos históricos que comprovam que a intenção de conquistar territorialmente o Ártico não é de agora.

Lembrou como foi feita a construção dos Estados Unidos ao longo da história e apresentou outros momentos da vida do país relacionados com compras territoriais.

Nas Notas Finais, o ex-ministro lembrou os 500 anos da partida de Fernão de Magalhães para a primeira viagem completa de circum-navegação.

Sem a ciência portuguesa e sem as finanças espanholas, a viagem de circum-navegação não se tinha feito", frisou.

A fechar, destaque para Alexandre Soares dos Santos, que morreu na sexta-feira aos 83 anos.

Tinha admiração por ele", assumiu Paulo Portas.