Miguel Sousa Tavares comentou esta segunda-feira o fecho "tardio" das fronteiras portuguesas e lançou críticas à ação "mole" das autoridades.

O comentador da TVI destacou que foram necessárias 60 horas para existir um encerramento das fronteiras. “Perdemos dias e horas preciosas. Parecia que se estava a fazer cerimónia”, disse, sublinhando que o desembarque de dois mil passageiros do cruzeiro que estava proibido de atracar em Lisboa e que foi desviado foi inamistoso.

Foi tarde. Um dia no combate pode significar muitíssimo. Por um lado, as autoridades gabam a disciplina dos portugueses, por outro, aquilo que está nas mãos das autoridades, o controlo das fronteiras terrestres, foi feito com moleza. É uma burocracia, uma lentidão, como se não houvesse pressa nenhuma”, afirma Miguel Sousa Tavares.

O possível decreto do Estado de Emergência em Portugal foi alvo de críticas por parte do comentador que afirmou que a desordem social vivida até ao momento não justifica a decisão.

  

O corte do direito de circulação das pessoas no país, ou mesmo dentro da cidade, paralisa a vida das pessoas e vale a pena? É necessário?”. interrogou Sousa Tavares, comparando com os casos de Espanha e de França que declararam Estado de Emergência apenas nos últimos dias.

Ainda assim, o comentador afirma que a evolução da situação é dinâmica e “muda mais depressa do que aquilo que possamos imaginar”.


 

Ljubomir e Vítor Sobral debatem encerramento de restaurantes.

Miguel Sousa Tavares entrevistou esta segunda-feira Ljubomir e Vítor Sobral, dois chefes que têm opiniões diferentes relativamente ao encerramento dos restaurantes em Portugal.

Para o chefe do 100 Maneiras, é preciso ter coragem e fechar restaurantes e zonas públicas em Portugal inteiro. 

Hoje foi um grande avanço fecharmos as fronteiras. Os restaurantes são um sítio onde há uma grande possibilidade de transmitir o vírus”, disse Ljubomir, adiantando a sua disponibilidade para cozinhar para quem precise, como os médicos.

Já Vítor Sobral acredita que existe a obrigação de manter os restaurantes abertos.

Temos de ter sentido de Estado. Para defender as minhas equipas reduzi-as a 15% e forneci-lhes tudo aquilo que estava ao alcance para manter a segurança”, afirmou o cozinheiro.