Manuela Ferreira Leite comentou no seu espaço às quintas-feiras na 21.ª hora a recente nomeação do juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça no Brasil. O nome que tem estado associado ao processo Lava Jato e à condenação de Lula da Silva é agora o detentor da pasta da Justiça no governo de Bolsonaro.

Tenho uma antipatia espontânea por Bolsonaro. É uma figura que tal como ela me surge, não me atrai, é uma figura um bocadinho repulsiva", começou por destacar Manuela Ferreira Leite sobre o tema de política internacional.

Quanto a Sérgio Moro, a antiga ministra das Finanças vai "mais atrás", ou seja, à própria eleição de Bolsonaro para presidente. Segundo a comentadora, "quando existe uma grande desilusão e uma grande descrença no que são os partidos tradicionais, acontece que a probabilidade de se ir para alguém fora do sistema é muito elevada".

Os brasileiros trocaram a liberdade pela segurança", afirmou Manuela Ferreira Leite, sublinhando que os brasileiros tiveram que escolher uma das vias.

Quanto à política nacional, o Orçamento do Estado para 2019 foi aprovado na generalidade, estando agora na discussão na especialidade.

Dentro do debate geral, sublinho um ponto: achei um certo autoritarismo, talvez excessivo, por parte do ministro das Finanças" ao género "vai falando que eu te ouço", destacou a comentadora da TVI.

Manuela Ferreira Leite quis ainda notar que, em relação a Centeno, "percebe-se que ele tem apenas um objetivo que é atingir um valor do défice à custa seja do que for".

Estou convencida de que vai atingir esse défice e se calhar até vai ficar mais baixo, só que não está a medir as consequências", frisou a comentadora ao afirmar que o único objetivo de Mário Centeno é reduzir o défice.

Manuela Ferreira Leite mostrou ainda que acredita que "há uma encenação no orçamento para agradar à esquerda".