Miguel Sousa Tavares, para abrir esta segunda-feira o Jornal das 8, trouxe o caso dos professores e do Governo. O comentador acredita que o "PSD e CDS estão a dizer ao Governo 'paguem a conta que nós deixámos'".

Numa altura em que a geringonça cumpre três anos no poder, Miguel Sousa Tavares não quis deixar de analisar o melhor e o pior deste Governo.

O Governo foi a última entidade a perceber a gravidade do que estava a acontecer” nos incêndios de 2017. Este é um dos pontos fracos que Miguel Sousa Tavares apresenta à governação de António Costa.

Por outro lado, destaca como positiva a relação deste governo com o Presidente da República, destacando as fragilidades da relação Pedro Passos Coelho e Cavaco Silva.

No plano internacional, houve espaço para comentar a tensão entre a Rússia e a Ucrânia que já obrigou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a convocar uma reunião de emergência. O foco da crise é mais uma vez a península da Crimeia.

Para o comentador, a "Crimeia está para a Rússia como o Algarve está para nós", assumindo que a região pertence legitimamente à Rússia.

Sobre a questão das pedreiras de Borba, Miguel Sousa Tavares diz que é à Câmara Municipal que devem ser assacadas as responsabilidades dos acontecimentos, que resultaram na morte de cinco pessoas.

A responsabilidade é camarária”, sublinhou.

Numa realidade demográfica, ao longo dos últimos cinquenta anos, o interior do país foi perdendo quase toda a juventude, tendo, nas aldeias mais recônditas, apenas as gerações mais velhas. Para Miguel Sousa Tavares, a tendência começou na adesão à União Europeia e na perda da agricultura.

Desertificação do interior começou quando trocámos a agricultura por um pacote de dinheiro", afirmou.

A fechar o comentário habitual às segundas-feiras no Jornal das 8 da TVI, Miguel Sousa Tavares destacou as frases de Mário Centeno, Carlos César e Graça Fonseca.