Cecília Meireles assumiu o lugar de António Lobo Xavier, como convidada, ao lado de José Pacheco Pereira e Jorge Coelho, na Circulatura do Quadrado. O debate, moderado por Carlos Andrade, girou essencialmente em torno do Orçamento do Estado apresentado pelo Governo, mas houve tempo para a deputada do CDS revelar quem gostaria de ver como líder do partido.

Cecília Meireles revelou que vai votar em João Almeida para líder do CDS. A deputada justificou a escolha pela experiência e credibilidade do candidato. Cecília Meireles reiterou ainda que acredita no CDS e na diferença que pode fazer em Portugal.

"Sou uma pessoa bastante pão pão queijo queijo. Não gosto de fazer mistérios à voltas das coisas. Eu vou votar no João Almeida, porque acho que neste momento o CDS precisa de uma pessoa com experiência e credibilidade", disse Cecília Meireles.

 

José Pacheco Pereira realçou as lacunas do Orçamento do Estado apresentado por Mário Centeno. O comentador da TVI referiu que a ortodoxia financeira não mudou, acrescentado que não existe qualquer alteração qualificativa no documento apresentado pelo Governo. Pacheco Pereira criticou ainda que as cativações, que considera serem uma disfunção completa do funcionamento do estado. O comentador garantiu que tem a convicção de que o Governo já tem a garantia que o orçamento vais ser aprovado, porque se assim não fosse haveria uma dramatização muito maior.“Ao PS só tenho a dizer: bem-vindos às contas equilibradas”

Aceleração do ritmo a que se atinge o excedente orçamental é um caminho que é mau para os portugueses”, explicou José Pacheco Pereira.

 

Jorge Coelho elogiou o Orçamento do Estado apresentado pelo Governo. O comentador da TVI explicou que este é um documento de continuidade acima de tudo. O ex-ministro destacou que a questão do pagamento da dívida é importantíssima e relembrou que, ao fim de quatro anos, a nossa sustentabilidade económico-financeira é uma realidade. Jorge Coelho enalteceu ainda que as medidas apresentadas sobre as questões do interior são um primeiro passo muito significativo.

Ter contas certas é vital para o presente e futuro de Portugal”, realçou Jorge Coelho.

 

Cecília Meireles criticou Governo, que acusou de apresentar “contas certas” à custa de cativações. A deputada do CDS explicou que esse é um recurso financeiro finito, em que terão de ser investidos fundos no futuro e que poderão gerar um desequilíbrio económico. Cecília Meireles garantiu ainda que o CDS gostaria de ver este excedente orçamental aplicado de maneira a que fosse possível diminuir o IRS.


Ao PS só tenho a dizer: bem-vindos às contas equilibradas”, reiterou deputada do CDS.