Miguel Sousa Tavares diz que os resultados das eleições legislativas de domingo na Grécia tiveram "laivos de tragédia grega" no desfecho, com a derrota do Syriza de Alexis Tsipras para a Nova Democracia de Kyriakos Mitsotakis, que obteve maioria absoluta.

O Syriza chega ao poder, e aí é que está o lado irónico e trágico desta história, para tentar salvar uma Grécia, ou tentar evitar a penúria de uma Grécia levada à falência pela Democracia Cristã e pelos socialistas. E cinco anos depois eis que regressa a Democracia Cristã e pela figura de Mitsotakis, que pertence a uma das dinastias que tradicionalmente governa a Grécia. O Syriza foi, de facto, forçado a ajoelhar pelos três resgates sucessivos. A Grécia viveu uma austeridade tremenda e ainda tem uma dívida pública de 175%. Mitsotakis chega ao poder com um programa que, curiosamente, faz lembrar o que o Rui Rio apresentou esta noite, no Jornal das 8, com menos impostos e mais investimento público", analisou o comentador da TVI no Jornal das 8.

Nesta segunda-feira, Miguel Sousa Tavares entrevistou, juntamente com Pedro Pinto, o líder do PSD, Rui Rio, que prometeu baixar os impostos caso vença as próximas eleições.

A questão da carga fiscal, da legislação fiscal, a questão da desburocratização, a questão da redução da carga fiscal, a questão de políticas centradas no apoio às empresas exportadoras e fundamentalmente ao investimento e à capitalização das empresas é absolutamente vital, por isso, é que nós pomos um bocadinho mais as empresas à frente do que o IRS, que também desce, e o IVA e o IMI, porque é que isso que nos garante melhor o futuro. E é isto que nos distingue do PS."

Por fim, mais uma entrevista de Sousa Tavares, desta feita ao primeiro neto do explorador francês Jacques Cousteau, que esteve em Lisboa, no âmbito da primeira cimeira da GLEX realizada fora de Nova Iorque.

Entre muitas histórias de vida, como quando aprendeu a mergulhar no dia do seu 4.º aniversário, Fabien Costeau diz que tudo aquilo que o seu avô e outros exploradores descobriram representam "apenas 5%" do que se conhece dos oceanos.