Manuela Ferreira Leite analisou, esta quarta-feira no seu espaço de opinião na TVI24, a crise económica que se instalou na Europa devido à pandemia de Covid-19.

Começando por dizer que a semana que passou foi horribilis porque "tudo corre mal, só há má notícias", a comentadora da TVI afirmou que o impacto da recessão em Portugal "deve ser negativo".

A União Europeia prevê uma situação de depressão mais intensa do que a aquilo que nós poderíamos esperar e um crescimento com enormes interrogações. (...) Eu penso que no orçamento suplementar que foi aprovado na semana passada, alguns aspetos que não foram considerados".

Manuela Ferreira Leite realçou ainda que existem aspetos que não foram tidos em conta na elaboração do orçamento suplementar, já aprovado no Parlamento, que podem dificultar a estabilização da economia nacional e que o Governo está a tomar "como certo a ajuda da União Europeia e os termos em que ela vai ser executada".

"Não tenho dúvidas de que a União Europeia vai, com certeza, apoiar os países europeus como não pode deixar de ser, mas não sabemos, primeiro, quando é que vamos receber esses auxílios, segundo, em que ritmo é que eles vêm", afirma, acrescentando que "até à data ainda não houve nenhuma decisão" e que por isso "o que nos espera é uma recessão grande em que o turismo tem um papel fundamental, aliado às questões com a aviação e todo o sistema de transportes”, garantiu.

A antiga ministra das Finanças comentou ainda a situação da exclusão portuguesa dos corredores aéreos de vários países europeus.

Não conheço quais as razões para que estes países tomarem esta decisão, mas é muito penalizadora para Portugal”, realçou.

A comentadora considera o turismo é um elemento decisivo para países como Portugal, Espanha, Itália ou Grécia e desconhece.

É uma guerra enorme, quase de vida ou de morte, entre os diferentes países que disputam o turismo já que o turismo é um elemento muito decisivo não só para Portugal, como para para os outros países. Nomeadamente para a Espanha, para a Itália, para a Grécia. Como estão todos a disputar esta área de rendimento torna-se muito complexo toda esta luta que envolve muitos aspetos e que (....) é muito penalizadora para Portugal".

Redação / AM