No seu habitual espaço de comentário e análise, Manuela Ferreira Leite afirmou que todas as propostas que têm sido feitas no âmbito de salvar a economia europeia têm sido ambiciosas, já que há uma dúzia de meses seriam impensáveis.

Ainda assim, a comentadora esclarece que tem “uma fortíssima dúvida em relação a tudo isto”, sublinhando que os 750 mil milhões propostos por Bruxelas estão sujeitos a um acordo por unanimidade que inclui o grupo dos “países frugais”.

Manuela Ferreira Leite afirma que todo o volume de recursos e de apoios aos países não serão apenas dedicados ao investimento, sendo que também será necessário “salvar e não deixar morrer o que está vivo”

Manter vivo e não deixar morrer exige rapidez”, afirma Ferreira Leite, explicando que uma coisa é a proposta, outra coisa é a reunião do Conselho Europeu.

 

Não sou capaz de assumir estas respostas como exequíveis num curto espaço de tempo”, diz acrescentando que vê nestas propostas um avanço que precisa de ser concretizado.

Os novos subsídios de Bruxelas serão dados a troco de reformas e a Comissão quer que o dinheiro seja investido em novas prioridades, como o ambiente e o digital. Uma medida que Ferreira Leite considera essencial, até porque "a estrutura produtiva da Europa não pode estar dependente da Ásia".

Manuela Ferreira Leite