"A ministra das Finanças é tão competente a governar quanto é incompetente a falar", começou por afirmar o comentador da TVI, acrescentando que, "todos os meses", Maria Luís Albuquerque dá "um pontapé na cabeça da coligação".


"Porque estava com os jovens achou que dizer aos jovens 'epá, vocês não vão pagar de forma ilimitada a fatura por conta dos velhinhos' e se for preciso para a sustentabilidade da Segurança Social, em última análise, recorre-se aos cortes", comentou o ex-líder do PS, dizendo que "isto dito naquele contexto, transferido cá para fora, significa 'eu vou cortar, está no nosso programa cortar as pensões'".


"Isto vai demorar agora dois a três dias para o primeiro-ministro vir dizer 'não, ela tem toda a razão porque o que estava a dizer era se for necessário para a sustentabilidade nós honestamente e criteriosamente defenderemos isso e tal'. O que os pensionistas ouvem é: 'queres ver que vão cortar? Eles tinham dito que não, que iam aliviar'", concluiu.

MAI está a dar muito má impressão do Governo

dá muito má impressão do Governo

"Uma Ministra que chega a um Ministério com o mesmo primeiro-ministro, com os mesmo secretários de Estado, e que vem dizer o contrário ou, aparentemente, desdizer o que o seu antecessor tinha feito, a quatro meses e meio do fim do Governo e ainda não saber se aceita ou não o estatuto das Forças Policiais dá muito má impressão do Governo", considerou.


são os "pontos fracos" dos socialistas

"No PS, ponto forte: o programa ao centro, com várias coisas que podiam ser PSD/CDS e, naturalmente, uma preocupação social que o programa dos economistas não tinha. Pontos fracos: o discurso de Costa - tem de ser um discurso de aproximação - e a falta de equipa. António Costa faz tudo. Esse é um ponto fraco na minha opinião", reiterou Marcelo.