Passaram 10 anos desde o início da crise financeira e oito desde o pedido de resgate. "A crise das nossas vidas", uma série de cinco reportagens da TVI, conta com o testemunho dos principais decisores políticos e de pessoas que ficaram com a vida desfeita durante um dos períodos mais críticos da história recente do país.

Diz Miguel Sousa Tavares, contrariando o depoimento de Sócrates no primeiro episódio desta série, que a crise era previsível.

Não é verdade que esta crise fosse imprevisível", sublinhou o editor do Jornal das 8 de segunda-feira.

Afirma o comentador que o "país estava numa euforia despesista" há 10 anos, aquando do início da crise.

O país vivia nesse deboche e herdámos a crise vinda dos Estados Unidos", destacou.

Apesar de estar menos otimista em relação ao crescimento da economia, o Governo mantém a meta do défice para este ano. No programa de estabilidade para os próximos quatro anos, Mário Centeno deixa a porta aberta a aumentos de salários na Função Pública e a uma redução de impostos em 2021.

Este assunto trouxe Mário Centeno ao Jornal das 8 para uma entrevista conduzida por Pedro Pinto e Miguel Sousa Tavares.

O ministro das Finanças admite margem para aumentos e mantém a promessa de reduzir impostos.

Estamos a gerir a economia para que ela responda a todas as obrigações", garantiu Centeno, antes de afirmar que "Portugal paga hoje muito menos pela dívida do que há três anos".

Para o ministro das Finanças, o país está atualmente a crescer mais do que a média da zona euro.

Portugal cresce mais do que a média da área do euro", sublinhou.

Mário Centeno afirmou no Jornal das 8 desta segunda-feira que as decisões do Executivo são ponderadas em relação ao futuro.

Não tomamos decisões que condicionam quem vier a seguir. Todos sabem exatamente o que este ministro das Finanças pensa", afirmou.

Para esta segunda-feira, Miguel Sousa Tavares quis destacar no jornal o papel das mulheres na política e a forma como algumas se estão a destacar, pela positiva, no cenário político internacional.

A primeira-ministra da Nova Zelândia está a combater o lóbi das armas", começou por destacar.

O comentador quis ainda destacar o papel de Lori Lightfoot, a advogada afro-americana que apesar de estreante, foi eleita presidente da câmara de Chicago, nos EUA.

Miguel Sousa Tavares quis ainda dar ênfase ao papel da nova presidente eleita da Eslováquia que aposta na necessidade de se baixar o tom da agressividade que está a ser usado na política e que leva aos populismos.