Vasco Estrela, presidente da câmara de Mação, esteve no Jornal das 8, desta segunda-feira, numa entrevista conjunta com Miguel Sousa Tavares e Pedro Pinto, para explicar que medidas foram tomadas para evitar grandes incêndios no concelho nos últimos dois anos.

O autarca garantiu, em relação ao incêndio que lavra no concelho há dois dias, que parecem haver “poucos meios de combate em Mação apesar dos números avançados pelas autoridades” e que nunca foi feita investigação estrutural de ordenamento do território ao longo dos anos.

Para além disto, Vasco Estrela acrescentou ainda que não se revê nas críticas deixadas pelo primeiro-ministro sobre a responsabilidade dos autarcas no que diz respeito a incêndios, porque a câmara “tem feito um grande esforço para contrariar estes ciclos de incêndios ano após ano”.

Miguel Sousa Tavares quis saber ainda porque surgem imagens em que os terrenos de Mação parecem não estar limpos e de quem é a responsabilidade por esta falha. O presidente da câmara garantiu que todos os terrenos seguiram as medidas impostas pelo Governo, mas que “estamos a falar de territórios despovoados, onde vivem poucas pessoas”, por isso é difícil que tudo corra na perfeição.

Também relacionado com os incêndios, Miguel Sousa Tavares falou sobre as últimas sondagens que apontam para uma maioria absoluta do PS, nas próximas legislativas. O comentador da TVI garantiu que “maioria absoluta vai decidir-se por ação do Partido Socialista” e não da oposição.

Para Miguel Sousa Tavares, tudo dependa da oposta na saúde, nas ações contra a corrupção e na forma como correr o verão, nomeadamente no que diz respeito à greve dos motoristas e aos incêndios. Se os fogos se mostrarem graves este ano, “o PS vai levar um grandessíssimo pontapé”.

O comentador da TVI frisou ainda que em Espanha, "Pedro Sánchez vive uma situação parecida com a de António Costa", sendo que “quer uma solução com o Podemos, que exige mais do que o Bloco de Esquerda" e que está a perder cada vez mais apoiantes em Espanha.

Já no que diz respeito à questão do Brexit, Miguel Sousa Tavares explicou que o próximo primeiro-ministro do Reino Unido deve ser Boris Johnson, “porque os tempos de hoje dizem-nos que quando há uma opção entre o razoável e o mau, o mau ganha sempre”. Contudo, “é difícil imaginar que ele vá conseguir algum acordo com Bruxelas quando May não conseguiu”, preferindo apostar “na relação especial com Trump e os EUA”.

Sobre o tema, houve ainda tempo para um debate com Paulo Portas, que assumiu ter uma visão muito diferente de Boris Johnson, porque considera que seja muito distinto de Donald Trump. Acrescentou que este pode vir a ser “o primeiro-ministro mais culto da Europa de hoje em dia”, uma vez que tem vários livros publicados e trabalhou para várias edições de renome no Reino Unido.