Miguel Sousa Tavares afirmou, esta segunda-feira, no Jornal das 8 da TVI, que não entende "as resistências que vão aparecendo" ao regresso do campeonato de futebol, no contexto da pandemia de Covid-19, e que também não entende as resistências dos jogadores de futebol.

Não consigo perceber a resistência dos jogadores, que são sumptuosamente pagos, cujos riscos são muitíssimo menos do que os de qualquer outro trabalhador, estão de baixo de vigilância médica constante, têm a papinha toda feita entregue em casa todos os dias, etc.. E não consigo perceber, sabendo que os clubes vão à falência se não começarem a jogar, que ainda haja jogadores que têm medo de ir jogar, que é a sua obrigação estrita, enquanto há médicos aí a salvar vidas nos hospitais, está tudo disponível para ajudar e eles não querem jogar", vincou

O comentador da TVI disse que os jogadores de futebol devem ter "respeito pelos adeptos".

Outro dos assuntos abordados por Sousa Tavares esta segunda-feira foi uma possível candidatura de Ana Gomes às próximas presidenciais, depois de António Costa ter lançado a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Sousa Tavares considera que a socialista pode "virar ao contrário quer os planos de Marcelo, quer os de António Costa, que são grandes jogadores do xadrez político". 

O comentador afirmou que o objetivo de Marcelo é ter uma reeleição ampla, com uma grande maioria, e Costa, ao lançar Marcelo, pretendia "resolver o problema presidencial" "imaginar que vai ter um segundo mandato presidencial tão pacifico como teve este".

No entanto, uma candidatura de Ana Gomes "vai dividir o PS" e vai juntar eleitores do Bloco de Esquerda. Sousa Tavares não tem dúvidas que, nesse cenário, "Costa vai ter um problema interno".

Esta segunda-feira assinalam-se os 100 anos do nascimento do Papa João Paulo II e Sousa Tavares analisou o papel e o legado de Karol Wojtyla. 

O comentador da TVI recordou que João Paulo II "era adorado pelos fiéis, aproximou a Igreja dos fiéi, mas ao mesmo tempo fechou a Igreja sobre si própria".

Por outro lado, Sousa Tavares frisou que João Paulo II "sabia da pedoflia na Igreja, sabia da ocultação dos casos e abafou-os todos", deixando ao seu sucessor, Bento XVI, uma herança pesada, que o levou a reununciar.

Sofia Santana