O que se passa em Portugal também tem espaço na rubrica "Global" de Paulo Portas, que não ficou indiferente à greve dos motoristas de matérias perigosas que lançou o caos no abastecimento de combustíveis. O comentador da TVI disse que tem "a sensação de que isto poderia apanhar desprevenidos muitos governos".

Explicou porquê: lembrando as paralisações de professores (e que o sindicato STOP nada tem a ver com a Fenprof), na Autoeuropa, dos estivadores, dos enfermeiros e dos condutores de combustíveis perigosos, constatou que "nenhum está filiado em centrais sindicais" e que, por isso "não há uma gestão a pensar mais na totalidade do interesse do país: estão por sua conta". Para além disso, entra o crowdfunding (a recolha de fundos) e uma "mobilização maciça das redes sociais". 

O movimento sindical está, por isso, diferente e a lei dos serviços mínimos, que é de 1977, deveria, em seu entender, ser revista. "O Estado ficou praticamente imobilizado e incapaz de restaurar o interesse público e coletivo". 

Espanha

A uma semana das eleições legislativas em Espanha, Paulo Portas considera que o país "tem um problema muito específico, não é um Estado nação perfeito", como Portugal. O "nacionalismo espanhol é extremado e as duas palavras chave para perceber esta eleição são: fragmentação e radicalização". Veja porquê nos vídeos

Notre-Dame

Depois do trágico incêndio que destruiu grande parte da icónica Notre-Dame, em Paris, Paulo Portas assinalou a esperança na reconstrução, cujo financiamento está garantido (veja no vídeo). O comentador da TVI considera que, nesta fase do "day after", há dois debates interessantes: sobre uma reconstrução fiel ou moderna e sobre os descontos fiscais para quem faz doações.

Notas finais

Ainda tempo para análises ao crescimento da China, às relações comerciais EUA/Europa e à maior economia europeia, a Alemanha, que está a uma curta "distância da estagnação". E, ainda, uma réplica de coração como nunca se viu e uma mensagem positiva do Papa Francisco, sobre sorrisos e sentido de humor.